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Colombiana Addi capta Série D de US$ 85M com BTG e Citius

Colombiana Addi capta Série D de US$ 85M com BTG e Citius

A fintech colombiana Addi fechou uma rodada de financiamento Série D de US$ 85 milhões liderada por Citius Capital e co-liderada pelo BTG Pactual, com entrada de novos investidores como GIC e Monashees. O aporte, anunciado no final de 2025, marca uma injeção de capital significativa para a plataforma de comércio e crédito expandir suas operações por toda a América Latina. A rodada reforça a confiança de investidores globais no modelo de Buy Now, Pay Later (BNPL) da Addi e sua estratégia de crescimento regional.

BTG Pactual entra em fintech colombiana com primeira aposta direta

A participação do BTG Pactual na Série D representa o primeiro investimento direto de equity do banco de investimento brasileiro em uma fintech colombiana, sinalizando uma virada estratégica da instituição em direção ao setor de finanças digitais da América Latina. O BTG, que administra mais de US$ 500 bilhões em ativos totais em dezembro de 2025, está aproveitando sua expertise em gestão de patrimônio e ativos para apoiar fintechs de alto crescimento como Addi. Este movimento se alinha com o objetivo mais amplo do BTG de expandir sua pegada em mercados emergentes.

A entrada do banco brasileiro no capital da Addi consolida uma tendência de instituições financeiras tradicionais buscarem exposição ao segmento de crédito digital em economias em desenvolvimento. A co-liderança conjunta com Citius Capital demonstra que grandes players de private equity enxergam na colombiana um ativo estratégico para capturar a demanda crescente por soluções de crédito flexível na região.

Ecossistema lucrativo que já movimenta US$ 200 milhões em receita anual

Fundada em setembro de 2018 pelos cofundadores Santiago Suárez, CEO, e Daniel Vallejo, a Addi transformou-se de um produto isolado de BNPL em um ecossistema rentável que atende 2,5 milhões de clientes e 30 mil comerciantes espalhados por mais de 1 mil cidades. A receita recorrente anual (ARR) da companhia atingiu US$ 200 milhões, consolidando sua posição como a fintech mais bem financiada da Colômbia. A liderança de Suárez foi determinante para escalar as operações mantendo foco radical em infraestrutura de dados e lucratividade.

A visão dos fundadores de democratizar o acesso a crédito na América Latina provou-se não apenas inspiradora, mas também viável comercialmente. Com operações lucrativos e crescimento acelerado, a Addi demonstra que modelos de crédito digital podem funcionar em mercados de renda média com base de dados e tecnologia adequadas.

Capital acumulado ultrapassa US$ 376 milhões em onze rodadas de financiamento

Desde sua fundação há sete anos, a Addi acumulou mais de US$ 376 milhões em capital levantado através de 11 rodadas de financiamento, consolidando seu status como uma das maiores captações de uma startup colombiana. A companhia recebeu investimentos de players de topo como Andreessen Horowitz, GGV Capital, Monashees, Union Square Ventures e Greycroft. Essa acumulação de capital permitiu que a Addi escalasse operações na Colômbia e Brasil enquanto planeja expansão para o México.

A Série C de US$ 80 milhões liderada por Union Square Ventures e a extensão da Série B de US$ 75 milhões liderada por Greycroft em 2021 foram marcos anteriores que dobraram a avaliação da companhia para US$ 140 milhões. Posteriormente, em 2021, a Addi captou uma rodada de US$ 200 milhões que incluiu participação do SoftBank, reforçando seu perfil como empresa de escala regional.

Dívida complementar reforça estrutura de capital para expansão

Complementando o aporte de equity, a Addi também assegurou um aumento de US$ 50 milhões em sua linha de crédito existente com a Victory Park Capital no final de 2025, com compromisso adicional da Neuberger. Este deal marca o primeiro investimento em crédito da Neuberger na Colômbia, sinalizando crescente interesse internacional nos mercados de dívida fintech da América Latina. O financiamento de dívida apoiará a expansão da plataforma de comércio e crédito, reforçando a posição de Addi como player-chave no ecossistema de finanças digitais regional.

A estrutura de capital híbrida — combinando equity de fundos de venture capital e private equity com dívida de fundos especializados em crédito — reflete a maturidade operacional que a Addi conquistou. Em 2023, a companhia já havia assegurado um aumento de crédito de US$ 71 milhões de Goldman Sachs, Fasanara Capital e BBVA Spark, elevando seus compromissos de dívida totais a US$ 227 milhões.

Contexto histórico: maior rodada de equity para fintech colombiana desde 2021

A Série D de US$ 85 milhões é a maior rodada de equity puro para uma fintech colombiana desde a rodada de US$ 200 milhões do SoftBank em 2021, que também contou com GIC e Goldman Sachs. Enquanto a rodada de 2021 foi maior em valor total, a Série D de 2025 é notável por seu foco em investimento de equity puro e pela participação do BTG Pactual, uma primeira para o mercado colombiano. Este deal reflete a maturação do setor fintech latino-americano e o aumento do apetite de investidores por empresas de finanças digitais de alto crescimento.

A trajetória de captação de Addi — passando por rodadas de US$ 75 milhões em 2021, US$ 86 milhões em equity e dívida combinados, e agora US$ 85 milhões em equity puro — demonstra a confiança consistente de investidores globais na rentabilidade e escalabilidade do modelo de BNPL na região.

O que acompanhar nos próximos trimestres

Os próximos passos críticos para Addi incluem a aceleração de sua expansão no México, que havia sido planejada para 2022, e a consolidação de sua presença no Brasil, segundo maior mercado da região. A entrada do BTG Pactual pode abrir portas para parcerias com outras instituições do grupo ou clientes corporativos da instituição brasileira. Investidores devem monitorar se a companhia manterá seu ritmo de crescimento de receita e se conseguirá expandir sua base de 2,5 milhões de clientes em novas geografias.

A Série D de US$ 85 milhões consolida Addi como um dos maiores unicórnios da América Latina fora do Brasil, com avaliação acima de US$ 700 milhões. O momentum de capital demonstra que o mercado segue confiante em modelos de crédito digital que combinam tecnologia, dados e disciplina operacional — exatamente a fórmula que Addi construiu desde sua fundação.